Do píer de Cananéia, meia hora de barco basta para trocar de mundo: a Ilha do Cardoso é um parque estadual de 13,6 mil hectares — Mata Atlântica de encosta despencando em praias desertas, dunas, manguezais e sete comunidades caiçaras que recebem visitantes no melhor estilo do turismo de base comunitária. Patrimônio Mundial pela UNESCO, selvagem por vocação.
Como visitar
Barcos credenciados saem de Cananéia (passeios de escuna/lancha, R$ 60-150 conforme roteiro) rumo aos núcleos de visitação — o Marujá é a base mais estruturada, com centro de visitantes, pousadas caiçaras simples, camping e restaurantes de peixe fresco. Day use funciona bem; pernoitar é melhor ainda (a ilha sem barcos de turismo, ao entardecer, é outra). Há limite diário de visitantes em alguns pontos — em feriados, garanta a travessia cedo.
O que fazer
- Praia do Marujá — quilômetros selvagens com ondas para todos os gostos (canto do rio manso, mar aberto para surf).
- Trilhas monitoradas — cachoeiras do Rio das Minas e caminhos de mata com bugios, jacarés-de-papo-amarelo e papagaios-de-cara-roxa.
- Dunas e costão — paisagens que alternam deserto e pedra em poucos quilômetros.
- Vida caiçara — cataia (a “bebida oficial” do Lagamar), farinha de mandioca artesanal, histórias de pesca e o ritmo que ensina a desacelerar.
Dicas
- Leve dinheiro vivo: não há caixas nem sinal — e o peixe do almoço merece.
- Protetor, repelente e capa de chuva: a ilha tem microclimas.
- Lixo zero — o que entra, sai com você.
- Combine o barco de volta com folga: o mar do fim de tarde muda o humor.
🥾 Para quem é?
Esforço: leve no Marujá (barco + praia); moderado nas trilhas de mata e dunas. Crianças: a partir de 4-5 anos no day use (colete no barco, canto do rio para banho); trilhas a partir de 7-8. Idosos e mobilidade reduzida: o desembarque é em píer/areia com ajuda dos barqueiros e o Marujá é plano — viável para quem caminha devagar; trilhas longas e dunas pedem mobilidade plena. A vila caiçara acolhe como poucas.
