Os cânions de Cambará do Sul roubam as manchetes, mas o coração do lugar bate no ritmo dos cascos: os Campos de Cima da Serra são território campeiro há três séculos, e a melhor forma de entendê-los é do lombo de um cavalo crioulo, com um guia gaúcho contando o pampa de altitude.
Como são as cavalgadas
As fazendas e agências locais montam saídas de 2 horas a dia inteiro (R$ 150-400): cavalos mansos acostumados a visitantes, guias que ajustam o ritmo ao grupo e roteiros por campos dourados, capões de araucária, taipas de pedra centenárias e arroios de água gelada. As versões longas incluem parada em fazenda para almoço campeiro — arroz de carreteiro, queijo serrano e mate à vontade. No inverno, cavalgar sobre a geada branca é experiência de outra época.
O patrimônio dos campos
Este é um dos últimos redutos do pastoreio tradicional de altitude: o queijo serrano artesanal (patrimônio cultural) nasce do gado que pasta solto nestes campos, e as taipas — muros de pedra empilhada sem argamassa — desenham a paisagem há gerações. O turismo campeiro mantém as fazendas vivas e os campos abertos: cada cavalgada é conservação com esporas.
Dicas de sela
- Calça comprida e sapato fechado — a bombacha é opcional, o conforto não.
- Camadas: o vento dos campos muda a temperatura em minutos.
- Avise a experiência (ou a falta dela): há cavalo certo para cada nível.
- Aceite o mate quando oferecido — é o aperto de mão local.
🥾 Para quem é?
Esforço: leve a moderado — os cavalos fazem a força; o corpo sente as horas de sela no dia seguinte (comece pelas saídas curtas). Crianças: a partir de 5-6 anos em cavalos guiados; as fazendas adoram pequenos aprendizes. Idosos e pessoas com mobilidade reduzida: montar exige agilidade no embarque (banquinhos e ajuda resolvem para muitos 60+); alternativa à altura: passeios de carro pela Estrada do Faxinal e tardes de fazenda com fogo de chão — o campeirismo também se vive sentado à mesa.





