No extremo sul de Ilhabela, protegida por 12 km de trilha na mata, vive uma comunidade caiçara que escolheu o próprio ritmo: o Bonete, vila de pescadores com ruas de areia, energia limitada, canoas coloridas — e uma praia de ondas perfeitas que já figurou entre as dez mais bonitas do Brasil.
Chegando: trilha ou barco
- Trilha (a peregrinação): ~12 km / 4 horas desde a Ponta da Sepituba, cruzando riachos, cachoeiras (banho na do Areado é rito de passagem) e mata fechada. Esforço moderado a intenso — e cada passo vale.
- Barco/lancha (o atalho): ~30-40 minutos desde a Feiticeira ou Sepituba (R$ 100-150 por trecho), sujeito às condições do mar aberto — comum ir de barco e voltar de trilha (ou vice-versa).
A vila
No Bonete o relógio anda diferente: peixe assado na folha da bananeira, crianças jogando futebol na areia, gerador que desliga cedo e um céu estrelado de fazer barulho. Pousadas simples e casas de nativos recebem quem pernoita — e pernoitar é o segredo: a vila inteira muda quando os visitantes de bate-volta vão embora. Surfistas: a onda do Bonete é das mais respeitadas do litoral paulista.
Dicas
- Leve dinheiro vivo — não há caixas nem sinal confiável.
- Tênis para a trilha, chinelo para a vila, repelente para tudo.
- Contrate travessias e trilha guiada com os próprios caiçaras.
- Respeite o lixo zero: o que sobe com você, desce com você.
🥾 Para quem é?
Esforço: intenso pela trilha (12 km com sobes-e-desces); leve de barco (mar permitindo). Crianças: de barco, a partir de 5-6 anos; pela trilha, 12+ com hábito. Idosos e mobilidade reduzida: o barco viabiliza a visita para quem não encara a trilha — mas o desembarque é na areia, com ajuda dos marinheiros; a vila plana e o ritmo lento acolhem bem depois. Mar bravo cancela travessias: tenha flexibilidade no roteiro.
