Há mirantes que mostram uma paisagem — a Pedra da Macela mostra duas: de um lado, o mar de morros de Cunha e do Vale; do outro, lá embaixo, o azul recortado de Paraty, Angra e Ilha Grande. A 1.850 metros, na divisa SP-RJ, é o balcão mais generoso da Serra do Mar — e custa apenas 2,3 km de subida.
A trilha
O acesso fica a 23 km do centro de Cunha (17 km pela estrada Cunha-Paraty + 6 km de terra até a base). Dali, a trilha — na verdade uma antiga estrada de serviço cimentada em trechos — sobe firme por 2,3 km: 40-60 minutos de pernas acesas, autoguiada e gratuita. No topo, antenas dividem espaço com lajes de pedra que servem de arquibancada para o espetáculo duplo. Dias limpos de inverno rendem visibilidade infinita; nascer do sol lá em cima é programa de campeão.
Dicas
- Cheque o tempo: nuvem baixa transforma a vista dupla em leite duplo.
- Vento forte e frio no topo o ano todo — corta-vento na mochila.
- A subida é exposta ao sol: manhã cedo ou fim de tarde, com água e chapéu.
- Combine com a estrada Cunha-Paraty e desça para o mar histórico — o contraste serra→litoral em um dia é inesquecível.
🥾 Para quem é?
Esforço: moderado — subida constante e curta; o piso firme facilita o passo. Crianças: a partir de 8 anos com ânimo para ladeira (prometa o “mar lá embaixo” como recompensa). Idosos e mobilidade reduzida: a inclinação é o desafio — caminhantes 60+ regulares sobem no próprio ritmo com paradas; para quem não encara, os mirantes da estrada Cunha-Paraty entregam frações da mesma vista de dentro do carro.
