A floresta de Presidente Figueiredo esconde um mundo debaixo dos pés: cavernas de arenito escavadas por rios ao longo de milhões de anos, onde a água ainda corre formando cachoeiras subterrâneas. Explorá-las é uma das experiências mais diferentes que a Amazônia oferece ao ecoturista.
Caverna do Maroaga
A estrela do subterrâneo local é a Caverna do Maroaga, um túnel de cerca de 700 metros por onde corre um igarapé de águas frias. Na entrada, um paredão coberto de vegetação emoldura a boca da caverna — e dentro, no percurso guiado, lanternas revelam formações rochosas e a surpresa final: uma cachoeira de 30 metros despencando na mata ao lado. O nome homenageia um lendário cacique Waimiri-Atroari, dono original destas terras.
Gruta da Judéia
Menor e menos visitada, a Gruta da Judéia guarda uma fenda por onde a água desce formando um poço natural de banho — o tipo de cenário que parece inventado. O acesso combina trecho de carro e caminhada na mata, sempre com guia local.
Como visitar com segurança
- Guia local é obrigatório nas cavernas — contrate no Centro de Atendimento ao Turista ou via agências (cerca de R$ 100 por grupo de até 5 pessoas).
- Use calçado fechado com boa aderência: o piso é de rocha molhada e areia.
- Leve lanterna própria (ou peça à agência) e mochila leve.
- Nunca toque nas formações nem deixe lixo — o ecossistema das cavernas é extremamente sensível.
- Em dias de chuva forte, as visitas são suspensas pelo risco de cabeça d’água: respeite o cancelamento.
🥾 Para quem é?
Esforço: moderado — trilhas de acesso com trechos irregulares e caminhada dentro d’água na caverna. Crianças: a partir de 8 anos, acostumadas a caminhar, sempre de mãos dadas com adultos nos trechos escuros. Idosos e mobilidade reduzida: não recomendado — piso escorregadio, pouca luz e obstáculos naturais; para esse público, as cachoeiras de acesso fácil como Santuário e Iracema são a melhor pedida na região.
Vale a pena?
Muito. Em um único dia dá para combinar uma caverna, uma gruta e duas cachoeiras — um roteiro que mostra a Amazônia por ângulos que pouca gente conhece. Feche com o pôr do sol no balneário das corredeiras do Urubuí, pertinho do centro da cidade… e volte a Manaus com histórias de sobra.
