No extremo norte do Espírito Santo, quase Bahia, existe uma vila que dança em cima da própria história: Itaúnas, onde as dunas de até 30 metros que engoliram o povoado original viraram cenário de pôr do sol — e o forró pé de serra tocado nos alpendres virou patrimônio nacional. Natureza bruta e cultura viva no mesmo abraço de areia.
Como chegar
Itaúnas é distrito de Conceição da Barra, a ~260 km de Vitória (BR-101 até o norte capixaba, depois estrada local). A vila é pequena, de ruas de areia — estacione e circule a pé. Pousadas simples e charmosas se espalham entre as casas; em julho (festival), reserve com meses de antecedência.
O que fazer
- Dunas ao pôr do sol — o ritual diário da vila, com a história da igreja soterrada sob os pés (contamos tudo no artigo a vila sob as dunas).
- Praia de Itaúnas — 25 km de areia selvagem protegidos pelo Parque Estadual, com desova de tartarugas monitorada pelo Tamar na temporada.
- Rio Itaúnas — águas escuras e mansas para banho, caiaque e o clássico “boia-cross” preguiçoso.
- Riacho Doce — passeio até a divisa ES-BA, onde o riacho encontra o mar em cenário de coqueirais.
- Forró — aulas, rodas e bailes o ano todo; em julho, o FENFIT transforma a vila na capital nacional do forró de raiz.
Quando ir
Julho é festa (e lotação); setembro a março equilibra sol, vila tranquila e tartarugas desovando. As chuvas se concentram no fim do ano, rápidas. Em qualquer época, o pôr do sol nas dunas é compromisso inegociável.
🥾 Para quem é?
Esforço: leve — o único suor é subir a duna (areia fofa, 10-15 minutos). Crianças: paraíso — rio manso, dunas-escorregador e vila sem trânsito (todas as idades). Idosos e mobilidade reduzida: a vila plana e o rio são acessíveis; a subida da duna exige esforço na areia fofa — com calma e apoio, muitos conseguem, e o visual do topo paga cada passo. Forró, claro, é para qualquer idade que o coração aguente.
