Em São Thomé das Letras, o roteiro perfeito alterna pedra, água e céu — com uma pitada de mistério em cada parada. Este é o plano de 2 dias que os habitués recomendam.
Dia 1 — A cidade e o céu
Manhã no centro de pedra: Gruta de São Thomé (com as “letras” rupestres), igreja matriz e cafés com cristais na vitrine. À tarde, o circuito das lendas — Ladeira do Amendoim (teste com o carro em ponto morto!), Gruta do Carimbado (a do suposto portal — visite com respeito e sem entrar em trechos fechados) e Pedra da Bruxa. No fim do dia, o ritual máximo: pôr do sol na Casa da Pirâmide, empilhando sua pedrinha de desejo junto com dezenas de desconhecidos em silêncio. Encerre com a via láctea — a altitude e o ar seco fazem do céu noturno um espetáculo à parte.
Dia 2 — As águas
Manhã na Cachoeira Eubiose — poço frio, paredões de quartzito e a fama de “energizante” que, científica ou não, funciona. À tarde, escolha: a estrada até o Véu da Noiva (a mais cênica da região, com queda alta e poço generoso) ou o Vale das Borboletas para sequência de poços entre paredões. Volte a tempo do segundo pôr do sol — em São Thomé, ninguém pula esse compromisso.
Dicas do roteiro
- Entradas das cachoeiras: R$ 10-20; leve dinheiro trocado.
- Tênis para as trilhas, agasalho para a noite (a pedra esfria rápido).
- Respeite locais de ritual e não deixe “oferendas” — natureza limpa é a melhor energia.
- Feriados: chegue nas cachoeiras antes das 10h.
🥾 Para quem é?
Esforço: leve na cidade, moderado nas cachoeiras (trilhas curtas com pedras). Crianças: o roteiro inteiro funciona a partir de 5-6 anos — as lendas são o tempero. Idosos e mobilidade reduzida: dia 1 é altamente viável (pontos de carro + caminhadas curtas); no dia 2, a Eubiose é a cachoeira mais acessível — ou troque por manhã de contemplação no Cruzeiro, que nenhuma cachoeira supera em vista.
