No leste mineiro, cercado pelas chaminés da região siderúrgica que lhe dá nome, o Vale do Aço guarda um contraste monumental: o Parque Estadual do Rio Doce (PERD) — quase 36 mil hectares da maior mancha contínua de Mata Atlântica de Minas Gerais, pontilhada por um sistema de dezenas de lagoas naturais que não existe igual no Sudeste.
Como visitar
A porta principal fica em Marliéria, a ~30 km de Ipatinga e Timóteo (aeroporto regional em Ipatinga; BH a ~220 km). O parque tem centro de visitantes com exposições, restaurante e camping — estrutura rara entre os parques mineiros. Melhor época: abril a setembro, com clima seco e ameno.
O que fazer
- Lagoa Dom Helvécio — a joia aberta à visitação: 6,7 km² de água limpa (até 32 m de profundidade!) para banho, passeios de barco e entardeceres de espelho.
- Trilha do Vinhático — 1 km interpretativo sob jequitibás e vinháticos gigantes.
- Ponte Queimada — a travessia histórica de 200 m sobre o rio Doce, com histórias da ocupação da mata.
- Birdwatching — 300+ espécies catalogadas: o PERD é um dos melhores destinos de observação de aves de Minas.
- Caminho das Águas — no entorno, cachoeiras como Limeira (Cel. Fabriciano), Escorregador (Serra dos Cocais) e Jacuba completam o roteiro regional.
Por que ele importa
Criado em 1944 como o primeiro parque estadual de Minas, o PERD é um sobrevivente: enquanto o vale se industrializava, a floresta resistiu como arca de onças, muriquis e ipês centenários. Visitá-lo é financiar a prova viva de que indústria e mata podem — e precisam — coexistir.
🥾 Para quem é?
Esforço: leve — lagoa com acesso fácil, trilhas curtas e estrutura completa. Crianças: banho seguro na Dom Helvécio e trilhas didáticas (todas as idades). Idosos e pessoas com mobilidade reduzida: um dos parques mais confortáveis de MG — centro de visitantes, restaurante e atrativos próximos ao carro; ideal para o primeiro contato de qualquer pessoa com a Mata Atlântica profunda.
