O platô da Serra do Tepequém é recortado por igarapés que despencam das bordas em cachoeiras — e caminhar entre elas é o grande programa da serra. Este é o roteiro para não perder nenhuma.
Cachoeira do Funil
A número 1 do Tepequém: a água se espreme entre paredões e cai num poço amplo de água escura e refrescante. A trilha, de cerca de 40 minutos com descidas de pedra, é a mais estruturada da serra — vá cedo para ter o poço só seu. Esforço moderado com trechos íngremes na volta.
Barata, Paiva, Cupim e Cipó
A Barata forma piscinas escalonadas ótimas para banho de família; a Paiva compensa a trilha mais longa com o visual da queda contra as escarpas; Cupim e Cipó são as selvagens do circuito, quase sempre vazias. Com condutores locais dá para combinar duas ou três no mesmo dia — os acessos partem de pontos diferentes da vila.
Mirante Mão de Deus
O fim de tarde obrigatório: da borda do platô, o lavrado se estende até o horizonte em tons de dourado, com as serras da fronteira ao fundo. O acesso exige condutor local credenciado — além de proteger o visitante nas bordas, é renda que fica na comunidade. Leve lanterna para a volta.
Dicas do circuito
- Contrate condutores na vila (R$ 100-200/grupo por circuito) — as trilhas têm bifurcações traiçoeiras.
- Tênis com aderência: as lajes molhadas do platô escorregam.
- Água e lanche na mochila; não há vendas nas trilhas.
- Na chuva (abr-ago), respeite os fechamentos — cabeça d’água é risco real.
- Deixe cada poço como encontrou: a serra não tem coleta de lixo nas trilhas.
🥾 Para quem é?
Esforço: moderado — trilhas de 30 min a 2 horas com pedras e subidas curtas. Crianças: Barata a partir de 5-6 anos; Funil e Paiva a partir de 8. Idosos e mobilidade reduzida: o mirante do Platô (próximo de carro) e as lagoas substituem bem as trilhas; o Funil é viável para quem caminha devagar com apoio de bastão. Monte o dia pelo pique do grupo — a serra tem opção para todos.





