Uma antiga vila de pescadores que virou um dos destinos de ecoturismo mais completos do Brasil: assim é a Praia do Forte, no litoral norte da Bahia. Em poucos quilômetros, o visitante encontra piscinas naturais entre corais, a base mais famosa do Projeto Tamar, ruínas de um castelo do século XVI e trilhas de mata atlântica na Reserva Sapiranga.
Onde fica e como chegar
A vila pertence ao município de Mata de São João, a cerca de 80 km de Salvador — menos de uma hora e meia pela Estrada do Coco/Linha Verde. A rua principal, a charmosa Alameda do Sol, é calçada e fechada para carros, o que dá à vila um clima de vilarejo mesmo na alta temporada.
Praias e piscinas naturais
São cerca de 12 km de praias de águas claras. Na maré baixa, os recifes em frente à vila formam piscinas naturais rasas e mornas, perfeitas para snorkel e para crianças — a Praia do Porto ou dos Pescadores é o acesso mais fácil. Para caminhar, siga no sentido do farol e descubra faixas de areia quase desertas emolduradas por coqueiros.
Projeto Tamar
A Praia do Forte abriga a base histórica do Projeto Tamar, que protege as tartarugas marinhas do Brasil desde o início dos anos 1980. O centro de visitantes, junto ao farol, tem tanques, exposições e atividades educativas — e entre setembro e março acontece a temporada de desova, com soltura de filhotes. Contamos tudo no artigo sobre o Tamar e a Reserva Sapiranga.
Castelo Garcia D’Ávila
No alto de uma colina a poucos quilômetros da vila erguem-se as ruínas do Castelo Garcia D’Ávila, iniciado em 1551 — considerado a única construção de estilo medieval erguida nas Américas. Da Casa da Torre, a família D’Ávila administrava sesmarias que se estendiam por sertões inteiros. A visita rende história, vista panorâmica do litoral e um belo pôr do sol.
Reserva Sapiranga
A poucos minutos da vila, a Reserva Sapiranga protege centenas de hectares de mata atlântica em regeneração, cortados por trilhas para caminhada e mountain bike e pelo Rio Pojuca, onde se remam caiaques com calma de rio de mata. Preguiças, tamanduás, macacos e muitas aves vivem por ali — um contraponto verde perfeito ao dia de praia.
Quando ir e dicas
- De setembro a março o clima é mais seco e coincide com a temporada de desova das tartarugas.
- Consulte a tábua de marés: as piscinas naturais só aparecem na maré baixa.
- Reserve um dia para o combo castelo + Sapiranga e outro para praia + Tamar.
- A vila tem excelente estrutura de pousadas e restaurantes, mas lota em feriados — reserve antes.
🥾 Para quem é?
Esforço: leve — vila plana, piscinas naturais e passeios curtos. Crianças: destino família por excelência: Tamar, piscinas rasas e rua sem carros. Idosos e mobilidade reduzida: altamente acessível — Alameda calçada e plana, Tamar com rampas; ideal para viagens multigeracionais.
